Um simples escapulário pode despertar a sua curiosidade da forma mais repentina. Nunca fui de usar amuletos de sorte ou proteção, mas na tarde de 28 de março deste ano, antes de sair para a faculdade, onde faria uma prova em que estava muito nervoso e inseguro, me deparei com esse simples cordão de prata com duas extremidades de ouro com uma imagem de Jesus Cristo numa ponta na outra a de Virgem Maria, ambas com descrições nos versos de "O Senhor Te Proteja e Te Guarde", esse objeto foi esquecido por um amigo que eu hospedei por um dia.
Será que usar amuletos de outras pessoas pode trazer cargas negativas do dono? Se ele se sente abençoado usando-o que mal tem em eu usar também? Se o catolicismo comanda meu país e já dominou o mundo na Idade Média, alguma força essa religião deve ter - foram essas perguntas e dúvidas que me desafiaram colocar o escapulário no pescoço para saber se ele poderia ter algum efeito em mim, positivo ou negativo, apenas tentei acreditar que poderia me proporcionar alguma experiência naquele momento de ansiedade, fui para a van e me desliguei disso durante a viagem. Já na hora da tão esperada prova respirei fundo e comecei a fazê-la quando senti o escapulário no meu pescoço e de alguma forma eu fiquei mais calmo. Como fui criado no meio evangélico por longos anos e pelo formato que o próprio escapulário tem, uma medalha no peito e a outra nas costas, logo lembrei do Salmo 121:8 que diz "O Senhor guardará a tua saída e a tua entrada, desde agora e para sempre."
Fiz boa prova, tirei uma nota considerável, não atribui isso ao amuleto ou alguma outra força divina, mas sim nos meus estudos semanas antes. Entendo que focar a fé em alguma coisa, mesmo um objeto possa acalmar, aconteceu comigo, mas por que os religiosos tendem sempre transferir seus próprios méritos ou fracassos à divindades? Seria uma forma de fuga ou de transferência de culpa por suas incapacidades e incompetência? É aí que eu noto o quão carente, cego e desesperado o homem é. Mas o que se pode fazer quando a religião é um grande dominador com o controle social?
Desde que o mundo é mundo o homem tem a necessidade de ter um deus, mas as religiões parecem ter a mesma origem, o mesmo final e o mesmo propósito: a salvação, a tão sonhada paz interior e recompensas por uma vida sofrida ou regrada debaixo das leis impostas por livros e mestres espirituais.
Posso estar sendo ignorante, leviano ou superficial, mas conversando com um amigo que demonstra interesse em religiões não-cristãs, decidi pesquisar um pouco, dentro dos meus limites, sobre religiões para poder entender melhor esse fascínio que o homem tem e que de certa forma o deixa escravizado. Aproveitando que é quaresma e páscoa no mês de abril, procurarei ver de perto o que acontece com a famosa e respeitada Igreja Católica. Sendo eu pagão para essa igreja, nunca ter ido a uma missa, e sendo educado pelos evangélicos a criticar, reprovar e compadecer por suas adorações a santos e à Maria (o que nada mais é que uma visão rasa e altiva dos evangélicos), vejo que é uma boa oportunidade para tirar minhas próprias conclusões e expandir minha mente.
Seja bem-vindo a "minha" religião. :*
ResponderExcluirQue este blog tenha longa vida!